Roberta Close


PERFIL

Ninguém se iguala a Roberta

O ano era 1984. O mês, outubro. O jornal norte-americano Weekly World News ia às bancas com uma manchete bombástica: “A modelo mais bonita do mundo é homem”. Surgia assim Roberta Close, a mais famosa transexual do Brasil e talvez do mundo.



por Luciano Rodrigues

Nascida Luís Roberto Gambine Moreira, em 7 de dezembro de 1964, Roberta Close ganhou o noticiá-rio ao ser clicada, aos 17 anos, apenas de calcinha, para a revista Close. Daí, seu nome artístico. O ano era 1981. O presidente, o general João Figueiredo, ainda na ditadura militar.

Uma linda homem
No entanto, o grande salto na carreira aconteceu no Carnaval carioca de 1984, em que foi destaque. Em maio do mesmo ano, a revista Playboy estamparia em sua capa, pela primeira vez na história, um “homem”. A manchete era: “Incrível. As fotos mostram por que Roberta Close confunde tanta gente”.

Apesar da chamada sofrível e, até certo ponto, preconceituosa, dá pra se ter uma ideia do tamanho de seu sucesso. Em setembro, Close chegou à capa de outra revista masculina, Ele & Ela, na edição 184.

Reza a lenda que o príncipe Charles, herdeiro do trono da Grã-Bretanha, apontou-a como a mulher mais bonita do Brasil – antes de ser informado de que ela, na verdade, era trans.

Do estrelato às disputas judiciais
Os que não viveram os anos 80 não podem imaginar o tamanho do sucesso de Roberta Close.

Ela foi jurada de um dos recordistas de audiência da tevê na época, o Cassino do Chacrinha, Miss Brasil Gay, musa de dezenas de bailes de Carnaval, capa do lendário jornal Pasquim, da revista Contigo (oito vezes só em 1984), fez comerciais de lingerie, virou tema de músicas de Rita Lee e Erasmo Carlos.

Em 1989, na Inglaterra, realizou uma parte de seu sonho: uma cirurgia de troca de sexo. Agora, ela era mulher – mas faltava ser reconhecida como tal pela lei brasileira. Durante 15 anos (!), Roberta batalhou judicialmente até ter, em 10 de março de 2005, seu nome e gênero alterados pela 9ª Vara de Família do Estado do Rio de Janeiro.

Tornou-se um ícone para toda a comunidade LGBT* do País, especialmente para as transexuais, a quem abriu novas portas e caminhos. Mudou-se para Zurique, na Suíça, com o marido, Roland Gränacher. Lá, leva uma vida tranquila, cuidando do lar e da casa e participando de algumas poucas palestras ou programas sobre transexualidade.

Realizou, enfim, seu sonho de ser mulher – mas, no Brasil, seu nome ainda é sinônimo de beleza, charme, polêmica. Para nós, Roberta Close será sempre Roberta Close!


* sigla para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. | Imagem: Reprodução/Divulgação

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