TIRA-TEIMA

Muito sexo alarga a região anal?

"Eu e minha namorada, que é trans, fazemos sexo, em média, três vezes ao dia. Ela é totalmente passiva, e, quanto mais eu a penetro, mais eu quero – mas estou preocupado. Ela não é travesti 'de rua', com todo o respeito a quem faz avenida, e li que, com o passar do tempo, a parceira pode apresentar problemas na musculatura do reto devido à penetração. É verdade?" (R.C., por e-mail)

por João Marinho

Olá, amigão. Antes de tudo, obrigado por sua participação e parabéns por assumir o relacionamento com sua namorada. Bom, a resposta dessa pergunta não é tão simples quanto parece, e precisamos, antes de tudo, entender um pouco mais sobre a musculatura da região.

A parte terminal do intestino grosso, que inclui o reto e o canal anal, possui dois músculos em forma de anel responsáveis pela evacuação: os esfíncteres. O anel externo localiza-se no próprio ânus e o interno, cerca de 3 ou 4 cm para dentro.

São músculos naturalmente bem elásticos, mas, como tudo o mais, essa elasticidade tem limites. Então, sim, é possível que eles sofram um afrouxamento, assim como ocorre com qualquer elástico que é esticado além da conta.

Entretanto, aqui entra a parte mais importante da resposta: em quais ocasiões ocorre esse afrouxamento? O sexo anal, se praticado da forma correta e com os devidos cuidados, ou seja, com uma penetração calma, higiene, camisinha (sempre!) e lubrificação adequada, não promove esse tipo de risco. Alguns médicos até acreditam que penetrações repetidas podem levar a um alargamento posterior, mas não há comprovação a respeito.

O que efetivamente pode causar um alargamento está bem mais ligado a determinados excessos e imprudências. Por exemplo, quem faz fist fucking (prática de introdução do punho no reto) sem a devida preparação está mais sujeito a um problema como esse, sobretudo se praticá-lo dessa forma por anos a fio.

Igualmente, correm riscos pessoas que gostam de usar consolos e dildos muito grandes e largos com frequência e os introduzem incorretamente ou mesmo quem é adepto de relações sexuais violentas e sem lubrificação. Coisas assim é que podem forçar os esfíncteres além de seus limites ou mesmo lacerá-los (“rasgá-los”) e dar esse tipo de problema.

Se, com sua parceira, você não é dado a essas estripulias, fique despreocupado. Aliás, no caso de vocês, a preocupação deve se dar em outro sentido: o dos ferimentos. Dependendo de como ocorre a penetração e de como transcorre a relação sexual, é possível que alguns deles se formem no ânus ou no interior do canal anal.

Com um regime muito frequente de outras relações, esses ferimentos podem não cicatrizar devidamente, transformando-se em fissuras. Para evitar dissabores, preste bastante atenção na lubrificação, no relaxamento da sua namorada e respeite o limite e o ritmo de cada um dos dois. As mesmas dicas, por sinal, são válidas caso você deseje experimentar ser o passivo alguma vez. Boa sorte!

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