Phedra D. Córdoba

 


PERFIL

Phedra D. Córdoba: a diva cubana


por João Carvalho

Alta, esguia, cabelos ruivos, sobrancelha feita a lápis e um indefectível batom vermelho. Ao vê-la na Praça Roosevelt, no Centro da maior capital do País, não há como deixar de reconhecer: Phedra D. Córdoba, a diva cubana da companhia teatral Os Satyros e ícone do universo trans desde que aterrissou no Brasil.

Avessa a cerveja, prefere licores finos e um bom vinho – e sempre que lhe oferecem uma taça, jamais faz uma desfeita. Temperamento tão forte quanto o colorido de suas inúmeras bijuterias, la Córdoba é famosa não apenas em São Paulo. Nos idos dos anos 1950, pouco antes de Fidel Castro tomar o poder, ela saiu de Cuba para ser travesti.

Enfrentou família e colegas de profissão – até então, era um(a) corista que já chamava a atenção dos diretores –, tomou coragem e deixou sua terra natal. Phedra decidiu que a ilha caribenha era pequena demais para ela.

Ícone e trabalhos

Cultuada por várias gerações de trans e com seu talento reconhecido por cineastas e diretores de teatro, Phedra, hoje com 70 anos, celebra uma trajetória vitoriosa. Atuou em vários países – Estados Unidos, República Dominicana, Panamá, Venezuela, Porto Rico, Chile, etc. – e fez uma longa temporada na Argentina.

Lá, conheceu o “pai” do teatro de revista brasileiro, Walter Pinto, que se encantou pelo talento da cubana. De Buenos Aires, onde se apresentava, para o Rio de Janeiro, foram apenas algumas horas de voo para ela pisar o chão do País que adotou como seu há mais de 50 anos.

Dalva de Oliveira, Grande Otelo, Costinha, Consuelo Leandro, Ângela Maria... São dezenas os nomes de artistas reconhecidos com quem ela trabalhou em teatros e casas noturnas Brasil afora, em contínuas temporadas. Milhares são as histórias que ela preserva, vivas, em sua memória.

Uma memória digna de aplauso. Reintegrada ao elenco da peça A Filosofia na Alcova, escrita originalmente pelo Marquês de Sade, ela brilha no palco da Roosevelt no papel do cínico mordomo Augustin.

Além desse espetáculo, Phedra vai atuar no Sesc Pompeia, também em São Paulo, com a peça Liz, e estreia, em abril/2009, na minissérie Além do Horizonte, no papel de Maroca. A série será transmitida pela TV Cultura, em São Paulo. Como se não bastasse, começará a gravar um filme, contracenando com Arrigo Barnabé – e ainda arranja tempo para ensaiar e decorar letras e coreografia de um show solo que vai estrelar também em abril, durante a celebração dos 20 anos d’Os Satyros. A seu lado, Primo Bianco, seu gato de estimação, acompanha todos os ensaios da dona.

Sucesso e regresso

Em meio a suas peripécias cênicas, Phedra recorda, emocionada, a sensação de ter podido voltar a Cuba, em 2008, depois de 54 anos – e como estrela de primeira grandeza.

A atriz foi recebida na sala VIP do aeroporto de Havana e foi apresentada ao ministro da Cultura, que a aplaudiu durante sua apresentação ao lado dos companheiros de Liz. De seu retorno à ilha, guarda uma única mágoa: todos os seus irmãos já morreram, mas Phedra teve a alegria de ser recebida por sobrinhos e sobrinhos-netos, para os quais a tia-avó é motivo de orgulho.

Transformada em ícone também para as travestis cubanas, Phedra ganhou, de suas conterrâneas, até um show em sua homenagem. Tanto paparico rendeu mais um convite para regressar a Havana, para uma já aguardada temporada.

Não por acaso, a melhor síntese sobre ela é do compositor e músico Luiz Pinheiro, de quem a diva ganhou um videoclipe em que canta os versos: “Veio de Havana um Guevara sem charuto. Avis rara, exuberante e em luto, chiquita bacana, direto para Copacabana. Phedra D. Córdoba, cuba libre tórrida. Colibri, jatobá, loba. Teatro em revista, coisa séria e oba-oba”.

Imagens: Divulgação / Reprodução (www.ggb.org.br) / Reprodução (www.outroladonoticia.files.wordpress.com) / Reprodução ((www.equemnaotemcao.blogspot.com) / Reprodução (www.oscurtosfilmes.blogspot.com)

 

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