[PASSIVAS] -

Reencontro

CONTO ERÓTICO

Reencontro

por Fernando Glória

Não me lembro se já escrevi sobre uma antiga namorada minha, Fernanda, boneca fascinante pela qual me apaixonei perdidamente. Isso foi há uns 10 anos, mas, há dois dias, eu a reencontrei na Itália, e o meu coração ainda bateu forte.

Escrevo este conto no avião que me leva da Itália, onde fui visitar um amigo que conheci em um congresso, para o Brasil. Podem ser as turbulências do voo, mas o fato é que está até difícil encontrar as letras no teclado do meu notebook para descrever o que houve.

Eu estava havia três dias em Roma, conhecendo o Coliseu, os museus, igrejas e pontos turísticos, quando, voltando do Vaticano, decidi parar e tomar café em uma loja. Sentei sozinho e pedi logo a bebida, avistando, do outro lado do bar, uma fêmea ruiva, de óculos, que usava um sobretudo preto e cobria o rosto, deixando só o narizinho à mostra.

Aproximei-me dela como um imã. Arrisquei um italiano para dar “Boa noite”. A moça se virou em minha direção, balançou os cabelos vermelhos um pouco abaixo dos ombros e fez uma cara de espanto até que os lábios carnudos pronunciaram em bom português: “Que saudades, Fernando! Achei que nunca mais veria você!”. Fernanda estava à minha frente, 10 anos depois, tão bela quanto eu a tinha deixado.

Sentei ao seu lado e conversamos na loja até os funcionários gentilmente nos expulsarem. Fernanda me contou que estava morando em Roma havia cinco anos, como muitas travestis que deixam o Brasil - e que não desejava voltar tão cedo.

Saímos da loja, e, debaixo de um frio glacial, ela me propôs que visitássemos a casa onde morava. Por instinto, disse que sim. Fernanda chamou um táxi que passava na rua e fomos para o apartamento dela, um local pequeno, mas muito bem ajeitado.

A ruiva me ofereceu uma taça de vinho. Achei estranho, já que, quando namorávamos, ela nunca foi de tomar nenhum tipo de bebida alcoólica. Fernanda me disse que havia mudado alguns conceitos em sua vida - e que, de vez em quando, tomava uma tacinha para comemorar algo, e era claro que nosso reencontro era o motivo da comemoração.

Brindamos e demos risadas, comemos alguns petiscos que ela me ofereceu - até que nossos corpos se aproximaram um do outro quando íamos na direção da garrafa de vinho em cima da mesa. Senti a respiração de Fernanda perto de meu rosto, e o olhar da ruiva me fulminou.

Eu a beijei intensamente e senti que Fernanda também queria a mesma coisa. Sua boca estava quente. Passei meus braços na gata e vi que o tempo não foi cruel com ela: a mesma boa forma de antigamente estava em suas curvas.

Aos poucos, o frio europeu dava lugar ao verão tupiniquim de Salvador. Arranquei minha camisa. Fernanda fez o mesmo. Ficou apenas de botas, calça preta e um sutiã branco, o minúsculo pênis já endurecido. Saímos da sala do apartamento dela e fomos para quarto. Deitamos na cama, e, a essa altura, já estávamos nus.

Agarrei-lhe os seios, tão perfeitos, daqueles que cabem exatamente na mão - ou melhor, na minha mão. Beijei e lambi todo o corpo da ruiva, me deliciando nos mamilos. Abri as pernas de Fernanda e me dediquei a dar prazer a ela. Enquanto com uma das mãos eu me masturbava, com a outra desfilava os meus dedos no corpo dela, lambendo e sugando todo o dote da minha ruivinha predileta.

Ela urrava e gemia de prazer, dizendo que nunca na vida havia encontrado um homem que a satisfizesse como eu. Fiquei lisonjeado com o elogio e me esforcei ainda mais, até sentir as pernas brancas e grossas dela tremendo ao lado da minha orelha e sufocando a minha cabeça na direção do seu membro pequenino.

Coloquei a gata de quatro e a penetrei fundo, puxando seus cabelos vermelhos e fazendo com que tremesse de tesão. A imagem que eu tinha de Fernanda é a mesma que tenho toda hora que fecho os olhos nesse avião: uma bunda maravilhosa e tão branca que chega a ser rosa, os cabelos vermelhos e macios balançando e o prazer saindo daquela boca deslumbrante que não parava de gemer. Ato contínuo, a boneca se sentou no meu mastro e passou a cavalgar, como se fosse uma amazona.

Num ritmo alucinante, chegamos ao orgasmo rapidamente e jorramos juntos. Eu deitado, quase inerte, e ela comandando a situação. Demos um abraço forte e dormimos a noite inteira naquela posição. Só fomos acordar no início da tarde do dia seguinte, com um telefonema do meu amigo que me hospedava. Eu havia esquecido de avisá-lo.

Os dois dias seguintes passaram voando, como uma partida de futebol inesquecível. Infelizmente, tive de voltar ao Brasil. Há umas quatro horas, eu dava o último beijo em Fernanda e me despedia da real dona do meu coração.

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