[PRIMEIRA VEZ] -

Como é possível?


 

CONTO ERÓTICO 

Como é possível?


por Juliano Ferraz



Sempre fui um rapaz tímido e, talvez por isso, sempre tenha destoado de meus amigos. Nunca fui muito namorador, por exemplo – e a fidelidade, fosse no namoro, fosse no casamento, era importante pra mim.

Casei cedo, porque, quando conheci Ana Cláudia, pensei ter encontrado a companheira perfeita – e nunca me passou pela cabeça traí-la. Já ela...

Sim, flagrei minha mulher adorada nos braços de outro quando retornava antecipado de uma viagem, para lhe fazer surpresa. “Como você pôde fazer isso comigo, Claudinha?!” era a única coisa que passava pela minha cabeça enquanto dirigia o carro, desesperado, pelas ruas mal-iluminadas do centro da cidade.

Tudo aconteceu rápido. Ao passar por uma esquina, uma morena estonteante de tope saia curtíssima sorriu pra mim. Era alta, muito alta, as coxas fartas, os lábios carnudos, a barriga lisa de academia. Os seios, imensos, certamente tinham sido turbinados por silicone num trabalho de mestre.

Não me enganei. Era uma garota de programa. Nunca tinha saído com uma, mas ali, altas horas da madrugada, na rua perigosa e semideserta, estava a oportunidade perfeita para me vingar de Ana Cláudia.

Combinei o valor do programa e abri a porta. A morena entrou. Zarpamos para umdrive-in: não tinha coragem de gastar com um motel de luxo naquela ocasião.

– Qual o seu nome? – perguntei, por educação.

– Cláudia.

Não era possível! Alguém certamente havia me amaldiçoado! Mas, enfim, tentei não pensar naquilo e deixei a garota fazer seu trabalho. Ao contrário do que eu imaginava, ela começou me beijando, espalhando o batom lilás nos meus lábios. Sempre ouvi falar que garotas de programa não beijavam...

Como a boca dela era doce! Entreguei-me àquele beijo, e a situação tomou conta de mim. Em pouco menos de cinco minutos, Cláudia já tinha tirado minha camisa, minha calça, e sua língua percorria todo o meu corpo enquanto as mãos massageavam meu membro, duríssimo, sobre a cueca.

Ela o libertou, e os lábios lilases, agora desbotados, o envolveram. Cláudia chupava, lambia, massageava e o fazia sumir em sua garganta. Eu estava maravilhado! Como podia alguém fazer tudo aquilo com a boca?! E que boca quente, meu Deus!

Eu revirava os olhos de prazer – mas achei que era hora de tomar o controle. Levantei a cabeça de Cláudia e a beijei com ardor, enquanto minhas mãos faziam com o corpo dela o mesmo que as dela fizeram comigo. Desabotoei o top e, diante dos enormes seios, mamei como se fosse um bezerro. Agora, era ela que gemia.

Veio, então, a surpresa. Quando desci entre suas pernas, não encontrei o que imaginava. No escuro, eu não havia percebido, mas Cláudia ostentava, sob a saia, um membro pouco menor, mas tão duro quanto o meu.

– Você já sabia disso, não sabia?

Hesitei, mas não quis passar por principiante. Disse que sim – e, àquela altura, meus hormônios já haviam cegado meus valores. Peguei o dito-cujo e o meti boca adentro.

Nunca havia feito aquilo. Senti que apenas seguia meus instintos, mas deve ter funcionado, porque Cláudia se contorcia no banco de passageiro. Quando ela gemeu mais alto, senti um líquido grosso e quente banhar minha língua.

Achei-o meio doce, meio amargo, e o bebi como se fosse néctar divino. Enquanto isso, minha outra mão, que me masturbava, me fez acompanhar Cláudia e sujar o piso do meu carro. Foi, então, a vez dela de trazer minha cabeça de volta e me beijar com loucura.

Não sei que mudanças a experiência causou em mim, mas, em questão de meses, larguei minha mulher e passei a procurar aqueles lábios lilases várias vezes por semana. A “garota” de programa nada sabe, mas sinto que estou apaixonado – e nem penso mais na dor da traição. Como você pôde fazer isso comigo, Claudinha?


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